sexta-feira, 26 de março de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

CASA DA BONECA - INTERAÇÃO JARDIM II/ MATERNAL









IMPORTÂNCIA DOS JOGOS SEGUNDO VYGOTSKY


Para Vygotsky, os jogos e brincadeiras têm funções efetivas no desenvolvimento da criança

Para Vygotsky, a brincadeira pode ter papel fundamental no desenvolvimento da criança. Seguindo a idéia de que o aprendizado se dá por interações, o jogo lúdico e o jogo de papéis, como brincar de “mamãe e filhinha” permite que haja uma atuação na zona de desenvolvimento proximal do indivíduo, ou seja, cria-se condições para que determinados conhecimentos e/ou valores sejam consolidados ao exercitar no plano imaginativo capacidades de imaginar situações, representar papéis, seguir regras de conduta de sua cultura (só a mamãe que pode colocar a filhinha de castigo), etc.

Assim, a criança se projeta no mundo dos adultos, ensaiando atividades, comportamentos e hábitos nos quais ainda não está preparada para tal, mas que na brincadeira permite com que sejam criados processos de desenvolvimento, internalizando o real e promovendo o desenvolvimento cognitivo.

Podemos considerar jogos voltados às atividades reprodutoras - com certa relação com a memória - e voltados às atividades criadoras, relacionadas à imaginação. Segundo Vygotsky, “O jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações dela mesma”.

Assim, no espaço escolar, o jogo pode ser um veículo para o desenvolvimento social, emocional e intelectual dos alunos. O professor das fases iniciais pode – e deve -permitir a brincadeira. Entretanto, mais importante que isso é definir os objetivos que se deseja alcançar, para que este momento seja, de fato, significativo. “Ensinar a brincar”, de forma a mediar ações na zona de desenvolvimento proximal é uma forma de promover o crescimento de seu aluno.

Mariana Araguaia
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 22 de março de 2010

IMAGINAÇÃO / FANTASIA



O termo imaginação vem de imagem e refere-se às imagens pictóricas que formamos em nosso interior. Quando ouvimos um relato, uma história, “vemos” os acontecimentos e tudo que está envolvido como num filme de infinitas possibilidades e desdobramentos. E cada um de nós verá o seu próprio ”filme”, diferente e único.
As imagens criadas em nosso interior são sutis e ricas em detalhes e nuances. Quando traduzidas para o âmbito físico, ao serem desenhadas, filmadas ou registradas concretamente de qualquer forma, elas perdem a sua característica maleável, mutável e se tornam estáticas, rígidas.
A capacidade de criar estas imagens interiores pode ser chamada de fantasia.
A fantasia é desenvolvida a partir de treino (aliás, como tudo na vida).
Quanto mais a criança ouvir histórias (sem ver figuras prontas), quanto mais puder brincar com brinquedos “inacabados ”, ou seja, simples, onde ela terá que acrescentar os detalhes com sua imaginação, mais ela estará desenvolvendo a sua fantasia. Toda vez que ver uma representação concreta de algo, este algo terá uma imagem fixa, pois a imagem concreta se sobrepõe àquela criada interiormente, muitas vezes apagando-a, por ser muito mais forte, menos sutil.
Cada um de nós pode constatar que isto acontece de fato: quantas vezes ficamos decepcionados ao vermos um filme sobre algum livro que lemos anteriormente? As imagens que tínhamos da história eram muito mais bonitas e ricas. Após vermos o filme, as imagens deste ficam gravadas em nossa mente e já não nos lembramos daquelas que havíamos criando antes imaginativamente.
Desenvolvendo a imaginação, a criança construirá o alicerce para a criatividade na vida adulta.
Susanne Bartlewski

quarta-feira, 10 de março de 2010

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR




A brincadeira em grupo favorece princípios como cooperação, liderança e competição.
O momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança. Através do brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades, relações sociais, elabora sua autonomia de ação, organiza emoções. Ás vezes os pais não tem conhecimento do valor da brincadeira para o seu filho. A idéia muitas vezes divulgada é a de que o brincar seja somente um entretenimento, como se não tivesse outras utilidades mais importantes.

Através do jogo, a criança compreende o mundo à sua volta, aprende regras, testa habilidades físicas, como correr, pular, aprende a ganhar e perder. O brincar desenvolve também a aprendizagem da linguagem e a habilidade motora. A brincadeira em grupo favorece alguns princípios como o compartilhar, a cooperação, a liderança, a competição, a obediência às regras. O jogo é uma forma da criança se expressar, já que é uma circunstância favorável para manifestar seus sentimentos e desprazeres. Assim, o brinquedo passa a ser a linguagem da criança.

Muitas vezes os pais não permitem que o filho passe por todas as etapas do seu desenvolvimento, e eles fazem isso quando tolhem as brincadeiras, exigem organização, por acharem que estão contribuindo para a maturidade da criança, quanto à aquisição de alguns comportamentos, como por exemplo, o de limpeza. A imposição de tarefas exaustivas, as incompatibilidades de horários da família são outros fatores que podem impedir as brincadeiras livres.

É de suma importância que a família tenha consciência das marcas que a sua postura de não disponibilizar flexibilidade para as brincadeiras pode deixar na criança. Além disto, vale lembrar também que é um direito garantido pela Constituição.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 3 de março de 2010

PENSAMENTO DO DIA



“BRINCAR COM AS CRIANÇAS NÃO É PERDER TEMPO, É GANHÁ-LO, SE É TRISTE VER MENINOS SEM ESCOLA, MAIS TRISTE AINDA É VÊ-LOS SENTADOS ENFILEIRADOS, EM SALAS SEM AR, COM EXERCÍCIOS ESTÉREIS, SEM VALOR PARA A FORMAÇÃO DO HOMEM.”

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE